segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Virtual ou Real?

Por: Daiane Lopes e Priscila Cristina

Acompanhamos o crescimento gradativo da internet, e sem nos darmos conta, nos inserimos em um mundo que nos permite ser muitas pessoas ao mesmo tempo, um mundo em que nos trás muitos poderes, o problema é como ligar com isso. Sabemos operar os diversos tipos de máquinas e sistemas digitais, mas não conseguimos estabelecer a barreira entre mundo real e o mundo virtual. E quem pode dizer que o mundo virtual não é real? A doutora em Psicologia da Personalidade Sherry Turke, fez um estudo sobre a construção da identidade pessoal e social das pessoas que utilizam esses computadores. Sherry revela que há uma interação comunitária entre o homem e a máquina. Esses efeitos são considerados por ela como um impacto psicocultural econômico e social.


O VI Congresso Fecomercio de Crimes Eletrônicos apresentou, em maio deste ano, a sua 6° pesquisa sobre o comportamento dos usuários na internet. A pesquisa foi feita no estado de São Paulo contabilizando mil pessoas. Os resultados referentes as redes sociais revelam que no ano de 2013, 84,1% afirmaram utilizar, já em 2014 o aumento foi considerável, chegou ao alcançou os  87,8% utilizando redes sociais.

Create Infographics
A pesquisa mostra que 61,85% acessa principalmente em casa, no trabalho- 6,85%; em dispositivos móveis- 15,72%; e em Lan Houses apenas 0,11%. Revelando que a cada dia a internet fica mais acessível e a ligação com as redes sociais mais fortes.



Create Infographics
Os resultados também demonstram o tempo médio diário que cada pessoa fica conectada a essas redes sociais. 40,3% delas ficam até uma hora; 29,8% ficam mais que quatro horas; 19,1% ficam entre uma e duas horas e 10,8% ficam conectados entre duas a quatro horas.


Ao falarmos de redes sociais as discussões são reais. Não há como negar a relação que existe na vida cotidiana da maioria das pessoas. Mas o questionamento que devemos fazer é referente as influências nos relacionamentos, nas escolhas pessoais, etc. Para Turkle, as fronteiras entre a vida virtual e a vida real são cada vez mais permeáveis. “Acho que se comete um erro grave ao falar-se em vida real e em vida virtual, como se uma fosse real e a outra não.” Para ela, as pessoas sempre terão essa necessidade de “imediaticidade” do contato humano. As discussões podem instigar estudos de personalidades, de comportamento. É importante entender o papel das redes sociais na interação entre as pessoas, é preciso principalmente entender que atrás de um computador existe alguém pensando, não é porque é virtual que não é real.

Os dados mostram que as redes sociais mais acessadas neste ano de 2014 foram Facebook com 98,1%, Twitter com 14,1%, Instagram com 12,8%, WhasApp com 12,5%, Skype 8%, Linkedin 7,6% e Orkut com 1,4%. Segundo a pesquisa, o Facebook registrou aumento de utilização. Na última pesquisa eram 96,7% dos internautas que afirmaram usar essa rede social.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Pesquisa: Perfil dos Estudantes de Jornalismo da UFAC

Escolher uma profissão não é nada fácil, principalmente quando se é para vida toda.  Para quem é daqueles que gostam de estar sempre informados, seja em jornais impressos, online, rádio, televisão ou por redes sociais, percebeu o quanto o jornalismo e o jornalista do estado do Acre tem mudado a cada dia. Portanto, esta matéria tem com finalidade mostrar um pouco do perfil de futuros jornalistas.

Em Rio Branco, os estudantes de jornalismo da Universidade Federal do Acre, responderam uma pequena pesquisa para entender o perfil destes futuros profissionais da imprensa. A pesquisa foi feita através do formulário do Google, onde consistiu com 16 perguntas simples, como sexo, estado civil, se possui filhos, se já trabalham na área, o que não gostam e com se se identificam com a profissão.

Com o resultado final, constatamos que a maioria dos destes comunicadores são do sexo feminino, com a faixa de idade entre 19 e 25 anos, solteiros, com filhos e que realmente já tinha tendência para o jornalismo antes de iniciar o curso.

As perguntas finais foram discursivas, cada um deu a opinião em perguntas do tipo, no que se identificam e o que não gostam no jornalismo. As respostas seguiam o mesmo raciocínio, os salários são baixos, a falta de oportunidade no mercado de trabalho, a falta de ética e a desvalorização destes profissionais ainda é muito grande. Portanto, quem escolheu a profissão é porque gosta e tem vocação, para escrever, fotografar, produzir, falar, ouvir e passar as informações para a sociedade.

Através dos gráficos abaixo se pode entender melhor o perfil destes futuros jornalistas.
















sexta-feira, 1 de agosto de 2014

"POESIA DÁ SAPATO"

"Menino poesia não dá sapato" foi assim que iniciou o convidado da noite, o senhor Francisco Gregório Filho. A frase nunca saíra de sua memória, foi dita por uma professora que tivera. De uma forma meiga aquele senhor que possuía uma linda barga longa e branca. Muito atencioso e simpático, antes mesmo de começar a conversa com os alunos do 4° período de Jornalismo da Universidade Federal do Acre, ele se aproximou de mim e minhas colegas, nos cumprimentou, e logo já estávamos conversando sobre sua infância.
Nascido no bairro da Capoeira, próximo ao Cacimbão, aqui mesmo em Rio Branco. Estudou em famosas escolas públicas, como a   Menino Jesus, 1° de Maio e no Colégio Acreano. Sua vida estudantil não foi muito prodígio, reprovou na escola várias vezes. Aquela conversa já havia chamado a atenção de todos da sala, e a cada frase que ele contava, era um toque na mesa, que ecoava no silêncio naquele momento.
Contou também sobre a paixão que tinha pela leitura, do clube de leitura que tivera quando criança, "um clube clandestino" foi como ele se referiu, ele nunca fora um bom aluno, suas notas sempre foram medianas,  Mas ainda sim ele seguiu nos caminhos do estudo. Em 67 sua família se mudou para o Rio de Janeiro, em sua andanças pela cidade maravilhosa, ele descobriu o Museu de Arte Moderna, no aterro do flamengo. 
Ele conta que todos os dias visitava a cinemática, e sempre participava de debates com artistas plásticos. O museu tinha uma oficina de poemas, e ele desenvolvia  o "poemação", poema mais ação. Sem condições na época, contou que inúmeras vezes uma pera era seu único alimento, mas isso não fez com que ele desistisse. Após o dia no teatro, ele seguia para casa, tomar  banho e estudar contabilidade. Trabalhou 3 meses com carteira de contador. Mas foi fazer teatro na UNIRIO, onde conheceu a cantora e atriz xapuriense Deize Nazaré, ou Nazaré Pereira, com quem ele se preparou para fazer a prova para entrar na escola de arte.
Estudou formação de ator e direção teatral, dirigiu várias artistas famosos e não tão famosos nesse tempo.
"Assim eu ganhei minha vida, trabalhando na área cultural".
Francisco Gregório Filho viveu muita coisa nessa vida, hoje ele etá aposentado, depois de 40 anos trabalhando na Biblioteca Nacional Brasileira. E hoje está rodando o país contando as mais belas histórias e contos regionais.
Ouça a gravação do encontro no link:

https://soundcloud.com/daiane-lopes-12/entrevista-com-francisco-gregorio-filho